Brasil é credor e não devedor no Acordo de Paris, diz Salles

Publicado em 09/01/2019
Imagem retirada de: https://abrilexame.files.wordpress.com/2018/11/ricardo-salles.jpg?quality=70&strip=info&resize=680,453
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Há uma semana no comando do Ministério do Meio Ambiente, o advogado paulista Ricardo de Aquino Salles quer que o Brasil seja compensado por outros países por preservação ambiental.

Em entrevista à Bloomberg News, ele criticou a atuação de ONGs e disse que a redução do desmatamento pode ser um bom negócio.

“Costumo brincar que o Excel é inexorável”, disse, ao complementar que, apesar do “discurso de que a Amazônia pertence ao mundo, ela é do Brasil, e o que não é da União tem dono, tem proprietário”.

Salles defende o pagamento por serviços ambientais, citando a emissão de títulos climáticos e pagamento anual a proprietários que se voluntariem a preservar áreas. “Tem uma série de instrumentos para fazer a precificação da floresta em pé e eles tem que valer a pena.”

Ao dizer que ainda está em análise a permanência do Brasil no Acordo de Paris, o ministro afirmou que ficar ou sair não é a questão principal, mas as condições negociadas. Os objetivos do acordo só valeriam a pena se trouxerem benefícios econômicos.

“O Brasil não é devedor, somos credores ’by far’. Não é um problema de ser contra ou a favor. Nossos ativos precisam ser remunerados e, pelo que já fizemos, quanto vem, quando vem e por que meio”, disse.