Especialista propõe rebocar Iceberg para combater falta de água na África do Sul

Publicado em 06/07/2018
Imagem retirada de https://observador.pt/2018/07/06/especialista-propoe-rebocar-iceberg-para-combater-falta-de-agua-na-africa-do-sul/
Imagem retirada de https://observador.pt/2018/07/06/especialista-propoe-rebocar-iceberg-para-combater-falta-de-agua-na-africa-do-sul/

A ideia podia ter vindo de um argumento de um filme de Hollywood, mas não. A situação em que se encontram os 3,7 milhões de habitantes da Cidade do Cabo tem feito com que todas as hipóteses para colmatar a seca estejam a ser estudadas. Desta vez, um especialista em salvamento marítimo propôs o improvável: rebocar um Iceberg, durante 2000 km de distância, da Antártica até à costa da África do Sul.

Pode parecer rebuscada, mas a ideia não fica por aqui. A cérebro por detrás do projeto, Nick Sloane, especificou que o Iceberg em questão não pode ser um Iceberg qualquer. Para colmatar as necessidades básicas da cidade o ideal teria que ter pelo menos 1 km de comprimento, 500 metros de largura e um mínimo de 250 metros de profundidade.

Sloane, que não é estranho a este tipo de operações — em 2013 esteve envolvido na gigantesca manobra que envolveu o navio Costa Concordia — lembrou que, para além disto, seria necessário prevenir o derretimento prematuro do Iceberg. A solução? Cobri-lo com uma faixa de revestimento térmico antes de iniciar os 3 meses de viagem que seriam necessários.

E os custos de tamanha operação? Nick Sloane estima “só” precisar de 100 milhões de dólares. No entanto, afirma que ele e a sua equipa assumirão todos os riscos. Para já, o seu projeto não tem ordem para avançar, a cidade sul-africana está a monitorizar os números relativos às chuvas de inverno e só em agosto será tomada qualquer decisão sobre o assunto.

A seca que atinge a Cidade do Cabo começou em 2015 com os as barragens que abastecem a cidade a atingir níveis criticamente baixos. Em fevereiro de 2018 a Cidade do Cabo proclamou o estado de catástrofe e anunciou planos para o “Dia Zero”, algo que acabou por não acontecer.

Para ser declarado “Dia Zero” é necessário que o nível de água das principais barragens chegue aos 13,5%. Caso aconteça, o abastecimento municipal será desligado e os 3,7 milhões de moradores passarão a ter direito a 25 litros de água diários que terão de recolher de um dos 149 pontos de recolha apontados pelo governo.

fonte: Observador